Em boas mãos

Marcos Oliveira fala sobre suas novas funções no Paraná, após "pendurar as luvas"
Marcos, agora trabalhando nos bastidores do Paraná Clube.

 

Recordista de jogos com o Manto Tricolor e um dos maiores ídolos da história do clube, Marcos decidiu, no fim da temporada passada, “pendurar as luvas”. Uma escolha que vinha sendo amadurecida ao longo dos anos e que foi fortalecida pelo acesso do Paraná Clube à Série A do Campeonato Brasileiro. Era o fim de um ciclo, mas não da história de Marcos no Tricolor. No início de janeiro, lá estava Marcos, no Ninho da Gralha, não mais como atleta profissional, mas numa nova função: gerente de futebol.

Foram dois meses de, como diz o próprio Marcão, “aprendizado”. Num novo cenário, mas com conhecimento de sobra sobre futebol e clube, ele assumiu o desafio de colaborar – mais uma vez – com o Paraná. Agora, fora dos gramados, mas vivendo um lado administrativo, fazendo a ponte entre comissão técnica, atletas e diretoria. “As primeiras semanas foram complicadas. Naquele processo de formação de grupo, você chega cedinho no clube e não tem hora pra ir embora. É algo que jogador e até mesmo torcedor não faz ideia”, comentou.

Neste período, Marcos esteve muito próximo do executivo de futebol Rodrigo Pastana. “A gente conhece o clube, mas sob uma ótica diferente. Agora, estou vendo por outro ângulo”, explica. No dia a dia do Ninho da Gralha, Marcos já teve também que ir para o campo, auxiliar a comissão técnica, dando um suporte para o interino Ademir Fesan, na semana de “transição”, após a saída de Wagner Lopes. “Foi uma experiência interessante. Mas, por hora, estou mais focado nessa parte administrativa, fora do gramado”, afirmou.

“No momento da aposentadoria, a ideia era dar um tempo, descansar, curtir a família. Mas...”, conta Marcos. “O sentimento paranista falou mais alto. Quero viver dentro do clube esse momento especial, de retorno à Série A”. Nos planos iniciais de Marcos, quando trocou o conforto de Portugal para retornar a Curitiba, em 2013, ele queria subir e disputar a Série A com a camisa que o consagrou. “Demorou mais do que eu imaginava, mas aconteceu. Subimos! Agora, espero ajudar da forma que puder, fora de campo, mas sempre presente no Paraná Clube. É a minha segunda casa”, concluiu.

 

Departamento de Comunicação - PRC