Das categorias de base do Paraná Clube já saíram grandes craques para o mundo, como o pentacampeão mundial Ricardinho e o Bola de Ouro do Brasileirão 2.007 Thiago Neves. Além de Lúcio Flavio, Paulo Miranda, Perdigão, Tcheco, Ilan, Frédson, André Dias, Márcio Nobre, Everton, e muitos outros.
Porém, há jogadores diferenciados, que se destacaram e conquistaram a nação paranista pela disciplina, raça e vontade demonstradas em campo, além do carisma e simpatia no trato com o torcedor. São eles:

Saulo da Fé de Freitas, ou apenas Saulo, é o maior goleador da história do Paraná Clube. Foram 104 gols em 208 jogos com a camisa Tricolor. Uma incrível média de 0,5 gols por partida. O apelido de Tigre da Vila não foi concedido à toa – dono de uma habilidade singular, Saulo foi um atacante guerreiro, que enfrentava os zagueiros com muita explosão, velocidade, e acreditava em todos os lances. Artilheiro do Campeonato Paranaense de 1.991, ainda ajudou o Paraná a conquistar o título Brasileiro de 1.992 e o Paranaense de 1.996.

Reginaldo Paes Leme Ferreira, o Régis, é o jogador com maior número de partidas jogadas pelo Paraná Clube: 308. Conhecido pelo futebol elegante e pelo jeito frio e seguro de atuar debaixo das traves, exercia uma grande liderança em campo, tendo uma incrível média de 1 pênalti defendido a cada 3. Atuou no Paraná de 1.993 a 1.997, e também em 1999.

Adoílson Costa chegou ao Paraná Clube em 1.990, e não demorou a chamar a atenção da torcida e comissão técnica. Jogador valente, sempre disposto e que aliava as características de eficiente armador criativo e bom finalizador. Ficou marcado na história do Clube pela participação na conquista de três títulos paranaenses e um brasileiro.
João Antônio de Oliveira Martins, ou “Mestre João”, nas palavras do repórter Osmar Antonio, foi um dos mais completos jogadores que já integraram o elenco do Paraná. Chegou ao Clube em 1.991, já com uma carreira vitoriosa na bagagem, acumulando títulos pelo Grêmio Porto alegrense e também pela seleção brasileira de juniores. Jogador altamente qualificado, com uma visão privilegiada de jogo e com predileção por golaços, João Antônio deu muitas alegrias ao torcedor, participando do título estadual de 91, do título brasileiro da divisão intermediária de 92 e da posterior conquista do tri-campeonato paranaense.
Cleverson Maurílio da Silva foi treinar nas categorias de base do Pinheiros, após ter atuado em várias equipes amadoras de Brasília, sua cidade natal. O jogador impressionou, pouco tempo depois, pelo vigoroso condicionamento físico que apresentava, além de uma facilidade enorme para se posicionar muito bem em campo. Lançado no time principal do tricolor pelo técnico Otacílio Gonçalves aproveitou a oportunidade, mostrando-se um atacante oportunista e com faro de gol. Foi campeão com a camisa tricolor do estadual de 91 e do brasileiro da segunda divisão em 92, além de ter tido outras passagens pela equipe nos anos de 2.002 e 2.003.
Hélcio Roberto Alisk foi, durante o tempo que atuou pelo Paraná Clube, o dono absoluto da camisa 5 e a base de sustentação do meio-campo tricolor. Volante guerreiro e de uma regularidade marcante, não aceitava bola perdida, combatia nos quatro cantos do gramado, marcava, lançava, e ainda marcava seus gols, sempre que possível. Fez mais de 200 jogos com a camisa azul, vermelha e branca, e participou da conquista do brasileiro da segunda divisão em 2.000 e do tri-campeonato estadual, nos anos de 94, 95 e 96.
Marco Antonio Almeida Ferreira, o Marcão, chegou ao Paraná Clube em 1.993, com a experiência de já ter defendido a seleção brasileira Junior. Dono de estatura privilegiada para a função exercida em campo destacava-se por mostrar uma técnica apurada, algo incomum para zagueiros de seu porte físico. Jogador aguerrido em campo e implacável na marcação, era chamado pela torcida de “Deus da raça”. Foi tetra-campeão estadual pelo Paraná Clube, na década de 90.
Ednelson da Conceição Silva é considerado por muitos o melhor lateral esquerdo que já passou pela Vila Capanema. Chegou ao Colorado ainda em 1.985, e três anos depois foi promovido para a equipe principal. Resistiu a fusão, como o único atleta da base a compor o elenco titular do Paraná Clube, e foi o felizardo autor do gol do primeiro título da história do Clube – o paranaense de 91. Jogador veloz e com um bom poder de finalização, ajudou o tricolor na conquista dos estaduais de 91, 93, 94 e 97, além do brasileiro da segunda divisão, ainda em 94.
Ricardo Luis Pozzi Rodrigues, o Ricardinho, iniciou sua vitoriosa carreira em 1.981, no futsal do Pinheiros. Depois de uma rápida passagem por outros clubes, voltou ao Paraná, já reestruturado após a fusão. Neste período, migrou, gradativamente para o futebol de campo. Mostrava-se um líder, com visão de jogo diferenciada e incrível qualidade de passe e armação de jogadas. Em 95, pelas mãos de Otacílio Gonçalves, o atleta foi promovido já para a equipe principal, onde foi campeão estadual por três vezes consecutivas. Deixou o tricolor em 97, rumo ao Bordeaux, da França. E a partir daí, consolidou uma carreira de sucesso e conquistas, com destaque especial para a conquista da Copa do Mundo de Futebol em 2002, pela seleção brasileira, disputada na Coréia e no Japão.